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ENTREVISTA DR. NEWTON CÉZAR CONDE - Professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI / USP.
O que o senhor acha sobre as mudanças no seguro de acidentes de trabalho?
Toda mudança traz desconfortos para alguns, no entanto, acredito que as propostas de mudanças estão voltadas tanto à redução dos custos desse benefício como para redução dos casos de acidentes de trabalho, logo, acredito que teremos mais satisfeitos do que insatisfeitos nesse processo de mudança.
No passado esse benefício era oferecido pelas seguradoras e a exemplo do que verificamos com os seguros de forma geral, elas são e sempre foram criteriosas no pagamento dos “sinistros”, bem como na cobrança dos prêmios dos respectivos segurados.
Quando essa cobertura passou a ser feita pela Previdência Social, as alíquotas se tornaram constantes, e o esforço na redução dos acidentes por parte do empregador nunca foi compensado financeiramente.
Com a mudança, aquelas empresas com menor número de acidentes terá uma menor contribuição, ou seja, mais ou menos no estilo dos mecanismos praticados pelas seguradoras.
Quem será mais beneficiado, o empregador ou o empregado? Porque?
Acredito que as duas partes serão beneficiadas, pois o empregador, com as reduções na quantidade de acidentes, poderá ter um benefício financeiro significativo, já que poderá reduzir suas contribuições à Previdência Social. De forma direta a empresa estará beneficiando seus empregados, com a redução do risco a exposição a acidentes.
Temos que informar que algumas empresas poderão ter seus custos majorados, no entanto ela poderá no tempo tentar reverter essa situação, bastando para isso investir em mecanismos que reduzam os acidentes e doenças de trabalho.
Em sua opinião qual a mudança mais significativa?
Sem dúvida é o conceito de risco que está sendo passado para as empresas. Citando novamente o caso das seguradoras, quando uma empresa faz seu seguro de incêndio, por exemplo, ao atender as exigências das seguradoras consegue diminuir o custo de seu seguro, assim, dificilmente a empresa ignora as sugestões passadas pelas seguradoras.
À medida que a empresa reduz os riscos de incêndio, ela tem uma compensação financeira imediata, já que paga prêmios menores, com isso beneficia também a seguradora, que evita de pagar altos sinistros
No caso no acidente e doenças de trabalho temos três beneficiados, a empresa, o empregado e a própria Previdência Social com redução na folha de benefícios, assim trata-se de uma nova cultura nesse segmento.
Faça um breve histórico de como será sua palestra no seminário NTEP. 
A minha palestra está voltada aos “números”, tentarei passar para os participantes do evento que as contribuições a serem aportadas para a Previdência Social referentes ao Acidentes e Doenças de Trabalho estarão diretamente relacionadas com a quantidade de eventos observados em sua empresa.
empregador deverá, em uma balança de dois pratos, colocar de um lado as contribuições recolhidas para a Previdência Social  e de outro as contribuições que irá recolher caso faça investimentos na saúde de seus colaboradores. Infelizmente não teremos condições de elaborar o cálculo de cada participante do evento, no entanto, daremos exemplos no sentido de identificar ordem de grandeza e os impactos nas alíquotas de contribuição recolhidas e a recolher.
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